Enquanto nao escrevo o relato de hoje, podem ir lendo o texto meigo produzido pelo engraçadinho do meu marido....
nem vou comentar.....
Produzido enquanto, uma pobre criatura doente de tanto tomar chuva, descansava depois de uma manha cansativa tomando cafe na FAO....
nem vou comentar.....
Produzido enquanto, uma pobre criatura doente de tanto tomar chuva, descansava depois de uma manha cansativa tomando cafe na FAO....
A saga de Lady Turkey
(Extraido do diario secreto do lacaio Pietro)
Diz a lenda que em tempos imemoriais uma bela jovem brasileira, avida de prazeres mundanos, aterrisou inopinadamente na Via Condoti onde foi acossada por um ataque fulminante de consumismo agudo. Diante das vitrines de Prada, NYK, Armani, Gabbana, Gucci, Bulgari, Kenzo, Dior etc, etc, etc, subitamente transtornou-se e –poder-se-ia ate dizer – transformou-se em outra pessoa completamente diferente do que sempre fora ate aquela data. Sentiu-se uma completa perua. Desesperada por revelar sua nova identidade aos circunstantes – centenas de lojistas implacaveis e de consumidores vorazes –bradou entre impulsos incontrolaveis: “Sou uma perua, sou uma perua”. Purtroppo, nessuno capiva quella lingua difficille.
Felizmente, a linda brasileira tivera uma educaçao de princesa e apelou, ato continuo, ao idioma de Shakespeare, que dominava perfeitamente. Mas antes foi ao recondito da memoria para saber como declarar-se perua no ingles global que o mundo inteiro hoje fala e no qual certamente todos ali a entenderiam. O melhor que conseguiu foi lembra a palavra turkey. Mas como seria o seu feminino? O desespero por expor publicamente sua nova personalidade era tamanho – e o desgraçado do Iphone nao funcionava para consultar o Google – que nao teve duvida em compor um novo termo, alias, deveras senhorial. Declarou, fitando nos olhos o atonito vendedor que tinha diante de si, com convicçao: “I am Lady Turkey”.
Assim, a partir daquele dia, todas as vezes em que passava pela Via Condoti – e foram dias e dias, horas e horas, minutos e minutos interminaveis para o lacaio que sempre a acompanhava, il povero Pietro – ja ao apoximar-se daquela sede da elegancia europeia ouvia-se pelas rendondezas o incontido murmurinho: “Arriva Lady Turkey, arriva Lady Turkey...”
Tudo entao ia bem naquela temporada inesquecivel, sob a chuva renitente ainda mais inesquecivel de Roma, ate que involuntariamente acabou por ganhar um novo titulo, em razao de seus habitos gastronomicos singulares. Entre pranzi e cene inesqueciveis, nao hesitava em pedir sempre um queijo de bouquet meio estravagante, com ums fiapo verdes entre o branco do leite. Pedia-o em todas as suas formas, variedades e apresentaçoes. Era aquele formagio puzzolento como entrada, no molho da pasta, com carnes variadas e ate na sobremesa. Comeu tanto e em tais quantidades que um dia, uma alegre garçon de uma tradicional trattoria do Trastevere, nao hesitou em nomea-la aos brados, entre todos os comensais – em ingles global para ser gentil, claro: “The Quenn of Gorgonzola”.
E assim, a gentil brasileira, Claudia de batismo, que viera a Roma apenas em breve estada turistica com seu lacaio Pietro, transformou-se em poucos dias numa celebridade instantanea, procurada por jornais, entrevistada nas quatro emissoras da RAI, perseguida por paparazzi, enfim um show de garota. Mas, afinal, entende-se o que se passou. Pois nao e todo dia que Roma acolhe uma personalidade tao deslumbrante, sofisticated, meiga e marcante como “Lady Turkey, the Quenn of Gorgonzola”...
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